ONE PLANET IN TWO
portão J10 voo NV1210 destino DEL 🇮🇳 Índia MAI DE 2012

Deli-Agra/India – Só Ele

Helsinque– Nova Deli Tempo de VOO: 9hs Hospedagem: Hotel SIVIS 18 Aeroporto de Saída: HEL Aeroporto de Chegada: DEL Saímos de Helsinque ontem não sabendo o que…

Tempo de VOO: 9hs Hospedagem: Hotel SIVIS 18

Aeroporto de Saída: HEL Aeroporto de Chegada: DEL

Saímos de Helsinque ontem não sabendo o que iríamos encontrar e para nossa surpresa aeroporto já é bem melhor do que o do Egito e como lá deu tudo certo, automaticamente aqui daria também, vamos para o desembarque e logo depois seguimos em frente para o balcão de informações, este alias um roteiro de praxe para quem chega em algum lugar desconhecido.

Andamos pra la, pra ca, pra todo o lugar, tiramos dinheiro(cada lugar um moeda diferente, então o cartão de débito tava trabalhando bem já), e perguntamos, as 5hs da manhã no primeiro lugar que vimos e descobrimos que não tem balcão de informação, nossa ideia inicial era chegar e pegar um bus ate a estação de metro mais próxima, quando somos informados que o metro ali não funciona todo o nosso planejamento vai por água… mas antes um detalhe.

Enquanto estávamos no Egito estávamos combinando o pick-up em Deli, um hotel iria nos pegar e levar até o hotel e assim começarmos nossa estadia em Deli com alguma segurança no que estávamos fazendo, porém como no Egito deu tudo certo, e era o lugar mais inóspito que imaginávamos, quando negociamos com o hotel o pick-up ele disse que seriam 1.000 rupias para fazer o pick-up, mas naquela hora já estávamos na nossa terceira moeda, pouco sabendo oque tínhamos que converter e ao pegar o mapa do metro de Deli descobrimos que havia um metro perto, que poderíamos ir por esta alternativa tão comum aos mochileiros de plantão, esnobamos o aviso e fomo assim mesmo, afinal teríamos tempo para descobrir o que fazer em Deli, das 5h da manhã conseguiríamos nos virar. Tudo isso por 1.000- rupias que não chega a ser muito mais do que alguns reais. — chegando la as palavras do cara do hotel fizeram sentido: “The metro is close when you arrive” — na verdade ele abriria somente em 06 meses e não as 8hs! :o(

Como esnobamos e decidimos ir por conta nossa, quando chegamos não havia qualquer indicativo, e conseguimos chegar até onde se contratava os taxi, dois guichês, um nos ofereceu pelas mesmas 1.000 rúpias e continuamos achando que era caro demais, logo ao lado daquele guichê encontramos um que fazia por 350, como? Somos espertos e pegamos um que não fala inglês e desde o início não quer saber onde e o nosso Hostel.

Ao sair do aeroporto caos, procuramos aonde deveria estar nosso taxi mas antes disso alguém já puxa o papel da minha mão e nos leva ao carro dele, sem sequer saber nada. Mostramos o local do Hotel, sem qualquer conversa,sinal de entendimento ou nada, ligo o tablet (aquele que comprei em Londres) paraver e consigo algo mais concreto sobre o nosso destino…estamos no caminho certo, mas quando falo para o cara virar ele não vira e entra no meio do bairro, tipo favelão, não sabemos para onde. Logo ele para o carro e fala algo que não entendemos mas esta pessoa fala um pouco de inglês e pelo menos conseguimos uma comunicação, ele entra no carro e vai com a gente até um serviço ao turista, uma bimboca, no meio do nada com um porta, bato ninguém abre, ocara desce e vem socando o dedo na campainha e logo em seguida (era umas 7h)abre um cara de pijama, nosso amigão fala algo com ele e ele nos deixa entrar,Daniel fica no carro com as coisas e eu entro pra ver o que temos pra hoje.

Depois de tentar explicar o que esta acontecendo, o homem do turismo diz que vai ligar no nosso hotel, liga (sei la que numero) e não atende, insisto ele tenta de novo, mas não vejo o numero discado e quando ele diz que não está pronto o quarto falo ao telefone, aparentemente nosso quarto estará pronto as 17hs, são 7h, o que fazer? Perdidos!!! Volto pro carro e falo com o Daniel, ou vamos e corremos o risco ou ficamos ali e vemos algo nesta maravilhosa agencia de turismo. Resolvemos ficar.

Os próximos minutos são tensos, não há trens disponíveis, não há carros disponíveis, não há hotéis disponíveis mas o cara tem uma solução,por 7.800 rupias cada um conseguimos um carro com AR (acredite no calor que faz lá) e com motorista para nos levar a AGRA (onde fica o Taj Mahal) + o hotel para dormimos + o dia seguinte + a carona até o aeroporto, como estávamos sem nada mais para recorrer, aceitamos.

Entramos no carro velho e seguimos pelo transito caótico da India, passando por pedestres, carros, bicicletas, motos, ônibus, tudo lotado e com muita gente, depois de algumas horas o motorista quer parar para comer, não fazemos questão, mas ele para mesmo assim, onde para tive coragem de comprar uma bugiganga e tomar uma coca-cola. Ao chegar vemos turistas saindo,perguntamos o que estão achando da India, eles comentam que depois de 1 mês,estão adorando e já sentindo falta do local – Veja bem, em 04 horas queria ir embora, 1 mês? Nossa, realmente são impressões diferentes…

Seguimos viagem, no caminho pouco falamos e seguimos atentos a estrada, ao que vimos e como vimos, buscando referências, nada muito diferente fora as pessoas o tempo todo na beira da estrada, começa uma chuva torrencial e passamos em um lugar para ver um monumento, porém nem descemos e lá, surpresa,um guia para nós. Quem pediu? Quanto vai custar? Nada de respostas, mas na chuva ele entra, é amigo do motorista. Chegamos ao Taj Mahal direto do aeroporto depois de uma viagem de 9hs mais umas 5hs de carro, vemos a grandeza do lugar e como tudo la foi feito, o guia ajuda a andar e entender pelos lugares, muita gente mas realmente impressiona pelo tamanho a grandiosidade…lugares sem sapato e tudo mais, de novo a chuva castiga e corremos para algum lugar mais seguro, num boteco perto sou quase forçado a tomar algo que mal me parecia água, agradeço e recuso varias vezes, uma vaca passa ali perto,tranquila, depois andamos mais um pouco e é isto… anoitecendo hora de ir para o Hotel, como será? Temos fome, mas não falamos nada, não confiamos ainda naquilo tudo, acuados.

No caminho para o hotel passamos por lugares feios e mal acabados, pobreza logo ali, pensamos que o hotel seria do mesmo jeito mas para a nossa surpresa, super limpo e conservado, pessoas que falavam inglês um quarto e uma cama bem boas e um banheiro!!! Rs… não comemos de novo, só o que tem no frigobar, amendoim e algumas outras coisas alem de uma cerveja que tomei antes do dormir… naturamente! No saguão tinha até internet! Rs..

No dia seguinte foi tudo bem, corrido mas tranquilo ao mesmo tempo, acordamos as 7h “tomamos cafe” com o que tinham para nos servir e como estávamos com fome foi uma boa, seguimos viagem para ver algumas coisas em Deli antes de ir para o aeroporto. Passamos em 06 lugares, no Portão da Índia, e outros tantos, a maioria tumba das antigas civilizações, se não fosse tudo meio igual… mas era, então cansativo, mas fizemos a rota que estava combinada, vimos lugares com a suástica, e descobrimos que o significado dela por estes lado é bem diferente do que estávamos acostumados a ver.

“Suástica é encontrada em templos hindus, símbolos, altares, quadros e na iconografia sagrada que há por toda parte. É usada em todos os casamentos hindus, nos festivais, em cerimônias variadas, nas casas e portões, em roupas e jóias, meios de transporte e até mesmo como elemento decorativo de pratos diversos, como bolos e massas. É um dos 108 símbolos de Vishnu – e representa ali os raios do Sol, sem os quais não haveria vida. A Suástica é considerada extremamente santa e auspiciosa por todos os hindus, e seu uso decorativo está presente em todos os tipos de artigos relativos à sua cultura. No interior do subcontinente indiano pode ser visto nas laterais de templos, desenhada em inscrições dos túmulos, em muitos desenhos religiosos.O deus Ganesh muitas vezes é feito sentado sobre uma flor de lótus, numa cama de suásticas.”

Vale lembrar que fomos também em um lugar que vendia miniaturas, porém caras e estávamos sendo extorquidos praticamente, no fim teve ainda uma loja que vendia mármore esculpido, assim como no Taj, bem legal e interessante, mas não havia qualquer chance de levarmos isto na nossa viagem.

Na volta paramos no mesmo lugar, e ao pedir para ir num shopping (precisávamos de um pouco mais de contato com a civilização) claro que fomos levados para uma casa que vendia tudo para turista, desistimos e fomos para o aeroporto aguardando por mais 4h antes de embarcar, antes sair comemos uma parada que tinha tanto cury que mal dava pra engolir, rs..

Impressões rápidas da índia, planeje-se quando for la, é um pais querendo crescer com uma grande desigualdade social, vimos faculdades estatuas de deuses gigantescas, vários deles, rico e muito pobre estão por aqui e convivem pacificamente, vimos um pouco dos dois mas não foi o suficiente para ter uma ideia muito clara… mas mesmo assim muito longe do que via na novelada globo….Kkk…

Sensação na saída: Poderia ter sido bem melhor e mais planejado, não sei se volto um dia.

Publicado originalmente em navidacomela.wordpress.com ↗

Álbum de bordo — 7 fotos

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